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Para quem segue a estrada que liga Coimbra à localidade de Eiras, a “aldeia da madre”, como é conhecida pelos populares locais, não passa despercebida. Quebrando a monotonia da paisagem até ali dominada pelo betão, surge uma pequena floresta, onde um complexo de casinhas em madeira, rodeadas de jardins e pátios nos fazem recordar uma aldeia dos contos de fadas. Ao verem o carro a estacionar, um grupo de crianças, curiosas, aproxima-se. Por entre escadinhas ladeadas de seixos e roseiras, conduzem-me a uma das casas de madeira. “A madre está aqui no escritório”, dizem-me. (…) Para todos os que aqui residem existe uma palavra, um gesto de dedicação de todos os que ali trabalham. No complexo existem oito casinhas residenciais onde vivem entre oito a dez crianças. Durante o dia frequentam as escolas do concelho de Coimbra e depois das aulas regressam “a casa”. Para além das residências, existem outras casas que servem de apoio como a cozinha comum, a rouparia, a lavandaria, a ludoteca e o salão de estudo. Tudo ladeado por pequenos jardins e algumas árvores de fruto. O funcionamento da comunidade é assegurado por vinte funcionários, distribuídos por equipas: técnica; educativa e de apoio. Neste lar, as crianças encontram as condições necessárias para crescer, tirar um curso superior e partir para uma vida própria. Adaptado de um texto de Sílvia C. Dias
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